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Por Conteúdo_ – 31/01/2022

Continuando a série de matérias sobre o Metaverso, hoje, com a ajuda do site InfoMoney e do Livecoins, vamos explicar o que são os principais termos relacionados a este novo mundo.

Para ver a matéria inicial, que explica o que é o Metaverso, clique aqui!

TECNOLOGIAS ENVOLVIDAS

Para dar vida ao metaverso, uma série de tecnologias precisam ser empregadas.

Realidade Virtual

A “VR”, sigla em inglês para Realidade Virtual, se refere a um ambiente tridimensional construído por meio de softwares. Para ter acesso a essa simulação da realidade, os usuários precisam de computadores, óculos de realidade virtual, fones de ouvido e outros equipamentos. Há consoles e games que usam essa tecnologia.

Realidade Aumentada

Diferente da VR, que leva o usuário para dentro do mundo virtual, a AR (sigla em inglês para Realidade Aumentada) faz o oposto, e insere dados virtuais no mundo real. Há vários games para smartphones que usam a tecnologia, como o Pokémon Go. Há também óculos de AR que mostram em suas lentes informações sobre o ambiente.

Blockchain e criptos

A blockchain (banco de dados público e descentralizado), as criptomoedas e os NFTs (sigla em inglês para tokens não fungíveis) também dão suporte para o metaverso. Por meio delas, é possível movimentar valores e realizar o registro de propriedades virtuais.

Blockchain

A blockchain é um livro-razão compartilhado e imutável que facilita o processo de registro de transações e o rastreamento de ativos em uma rede empresarial. Um ativo pode ser tangível (uma casa, um carro, dinheiro, terras) ou intangível (propriedade intelectual, patentes, direitos autorais e criação de marcas). Praticamente qualquer item de valor pode ser rastreado e negociado em uma rede de blockchain, o que reduz os riscos e os custos para todos os envolvidos.

Por que a blockchain é importante: as empresas dependem de informações. Quanto mais precisas e rápidas de receber elas forem, melhor. A blockchain é ideal para entregar essas informações, pois ela fornece informações imediatas, compartilhadas e completamente transparentes armazenadas em um livro-razão imutável que pode ser acessado apenas por membros da rede autorizada. Uma rede blockchain pode acompanhar pedidos, pagamentos, contas, produção e muito mais. Como os membros compartilham uma visualização única dos fatos, é possível ver todos os detalhes de uma transação de ponta a ponta, o que oferece maior confiança, eficiência e novas oportunidades.

NFT

Em tradução, o termo NFT significa token não fungível.

Ele nada mais é do que um certificado digital que representa um ativo. Porém, não um ativo qualquer: o grande diferencial é que existe a necessidade de o ativo ter característica de “não fungibilidade”. Um token, no universo das criptomoedas, é a representação digital de um ativo – como dinheiro, propriedade ou obra de arte – registrada em uma blockchain, tecnologia que nasceu com o BTC no final de 2008. Exemplo: se uma pessoa tem o token de uma propriedade, significa que tem direito aquele imóvel – ou parte dele.

É importante ter claro que a “não fungibilidade” é base essencial e indispensável do NFT. É essa característica que garante que a o ativo seja único e de valor singular — não falando de dinheiro especificamente, mas sim da percepção pessoal e crença de que aquele ativo é valioso para um grupo de pessoas ou alguém.

Então, resumidamente, os NFTs são como selos de autenticidade digital, que se valem da tecnologia de blockchain, para gerar uma escassez técnica digital.

Token Fungível x Não fungível

  • Fungível: ativos que podem ser divididos, substituídos e replicados sem perder valor. São bens produzidos em série. Neste caso, ordem dos fatores não altera o produto final.

Não importa, por exemplo, se R$ 100,00 são formados por duas notas de R$ 50,00, por quatro notas de R$ 20,00 ou mil moedinhas de dez centavos. Não importa se está abastecendo seu carro com combustível que chegou no posto de gasolina no lote X sendo entregue por pessoa Y. Desde que abasteça o veículo, está tudo certo.

Outros exemplos de itens fungíveis: água, ações da Bolsa de Valores, pacote de arroz, ouro, Bitcoin.

  • Não-fungível: ativos que, se substituídos, perdem valor. São únicos, indivisíveis e, como não são produzidos em série, são raros — o que os tornam valiosos, dado que escassez tende a aumentar seu valor. Aqui, a ordem dos fatores já altera o produto final.

Como criar NFTs

Assim como comprar, criar NFTs também é um processo muito simples. No caso da OpenSea, por exemplo, basta entrar na plataforma, conectar a carteira de criptomoedas e subir seu projeto. Pode ser imagem, vídeo, música ou um modelo 3D. A plataforma permite arquivos de no máximo 100 MB. Após subir o projeto, é possível também incluir nome e descrição, bem como fazer personalizações.

Como criar NFTs também envolve o uso da blockchain do Ethereum, é necessário pagar a taxa de gas (por isso a necessidade de conectar a carteira). Além disso, a OpenSea cobra 2,5% de comissão quando seu NFT for vendido. As outras plataformas, como Rarible, SuperRare, Nifty Gateway e Binance NFT, têm valores semelhantes.

O que pode virar um NFT

Quadros físicos e digitais, músicas, itens de jogos, memes, fotos de momentos do esporte, domínios de sites, vídeos e até posts em redes sociais podem virar tokens não fungíveis.

No início de 2021, o presidente do Twitter, Jack Dorsey, vendeu seu primeiro tuíte por pouco mais de US$ 2,9 milhões como NFT. A mensagem, publicada em 21 de março de 2006, diz “just setting up my twttr” (apenas configurando meu twttr, na tradução para o português).

A NBA, liga de basquete americana, movimentou cerca de US$ 200 milhões em um fim de semana de fevereiro com negociações de NFTs na Top Shot, sua plataforma de comercialização de tokens. Nela, fãs podem comprar cards digitais de jogadas marcantes.

Diferenças entre NFTs e Criptomoedas

As criptomoedas, como o BTC e o ETH, são fungíveis. Se você enviar um Bitcoin para alguém, a pessoa poderá lhe devolver uma unidade da criptomoeda, e você continuará tendo o mesmo valor. As criptos também são divisíveis: ou seja, é possível enviar frações de BTC (chamados de satoshis) para alguém.

No caso de um NFT, no entanto, ele é único e indivisível. Não seria possível trocar o token não fungível de uma obra do pintor espanhol Pablo Picasso por outra igual, porque só existe uma. Além disso, não dá para transferir metade do quadro ou um terço dele para outra pessoa.

A economia cripto do metaverso

Já existe uma economia do metaverso construída em blockchain, com produtos e serviços. Veja alguns dos exemplos citados em relatório da Grayscale.

Música – Cantores e djs já estão realizando eventos em ambientes digitais, e recebendo por isso. O show feito pela cantora Ariana Grande é um exemplo.

Publicidade – Proprietários de imóveis construíram outdoors, e passaram a vender esses espaços para jogadores que querem fazer algum tipo de anúncio.

Cassino – Existem cassinos em plataformas de metaverso, onde os gamers podem apostar em jogos de azar e levar – ou perder – algumas criptomoedas.

Arte – Artistas virtuais também comercializam suas obras de arte registradas em NFTs nesses ambientes digitais. Casas físicas de renome, como Sotheby’s, se renderam a esse tipo de negócio.

Para ver a matéria sobre o Metaverso na Moda, clique aqui!

 

Por Conteúdo_ – 22/12/2021

Em 2021, vimos surgir vários termos tech, onde grandes empresas estão apostam ser o futuro do mundo.

Você já ouviu falar em Metaverso, DAO, Net Zero, Web 3 entre outros?

Se você ainda não conhece alguns desses termos mesmo com 2021 chegando ao fim, aqui está um pequeno glossário preparado pela revista Forbes.

METAVERSO

O metaverso se refere a ambientes digitais imersivos e compartilhados entre os quais as pessoas podem migrar e acessar por meio de realidade virtual, realidade aumentada ou telas de computador.

Alguns presidentes-executivos de empresas de tecnologia estão apostando que ele será o sucessor da internet móvel. O termo foi cunhado no romance distópico “Snow Crash”, três décadas atrás. Este ano, executivos de companhias que vão da Microsoft ao Match Group discutiram seus papéis na construção do metaverso. Em outubro, o Facebook mudou seu nome para Meta a fim de refletir seu novo foco no negócio.

WEB3

Web3 é usado para descrever a potencial próxima fase da Internet: uma Internet descentralizada, por meio da tecnologia ‘blockchain’, que registra transações em computadores em rede.

Nesse modelo, os usuários teriam uma parte das plataformas e aplicativos, diferente da internet atual, conhecida como Web2, onde alguns gigantes de tecnologia como o Facebook e o Google, da Alphabet, controlam as plataformas.

ÁUDIO SOCIAL

As empresas de tecnologia correram para lançar ferramentas de conversas por áudio ao vivo, depois que o Clubhouse ganhou projeção no começo das restrições de mobilidade contra a Covid-19.

Os tokens não fungíveis (NFTs, da sigla em inglês), que explodiram em popularidade este ano, são um tipo de ativo digital que existe em um ‘blockchain’.

Em março, uma obra do artista americano Beeple foi vendida por quase 70 milhões de dólares na Christie’s, sendo a primeira venda de uma obra que não existe na forma física por uma grande casa de leilões.

DESCENTRALIZAÇÃO

A descentralização, ou transferência de poder e operações das autoridades centrais, como empresas ou governos, para as mãos dos usuários, surgiu como um tema-chave na indústria de tecnologia.

Essas mudanças podem afetar tudo, desde como os setores e mercados são organizados até funções como moderação de conteúdo de plataformas. O Twitter, por exemplo, está investindo em um projeto para construir uma norma comum descentralizada para redes sociais, batizada de Bluesky.

DAO

Uma organização autônoma descentralizada (DAO, na sigla em inglês) é geralmente uma comunidade da internet de propriedade de seus membros e executada em tecnologia blockchain. DAOs usam os chamados contratos inteligentes, pedaços de código que estabelecem as regras do grupo e executam decisões automaticamente.

Nos últimos meses, o criptogrupo ConstitutionDAO, que obteve recursos via financiamento coletivo, tentou, sem sucesso, comprar uma cópia rara da Constituição dos EUA em um leilão realizado pela Sotheby’s.

STONKS

Esse erro de ortografia deliberado da palavra “stocks” (“ações”, em inglês), que se originou com um meme da internet, ganhou as manchetes à medida que traders online reunidos em fóruns como WallStreetBets, do Reddit, elevaram o preço dos papéis de empresas incluindo GameStop e AMC. A linguagem desses traders, que se autodenominam “macacos”, tornou-se popular.

GAMEFI

GameFi é um termo amplo que se refere à tendência dos jogadores de ganharem criptomoedas por meio de videogames. Eles podem ganhar dinheiro por meio de mecanismos como a obtenção de tokens financeiros através do sucesso em batalhas no popular jogo Axie Infinity.

ALTCOIN

O termo abrange todas as criptomoedas, exceto bitcoin, variando de ethereum, que visa ser a espinha dorsal de um futuro sistema financeiro, à dogecoin, uma moeda digital originalmente criada como uma piada popularizada pelo presidente-executivo da Tesla, Elon Musk.

FSD BETA

A Tesla lançou uma versão de teste atualizada de seu software de auto-condução plena (FSD, na sigla em inglês), um sistema de recursos de assistência a direção – como, por exemplo, mudar de faixa automaticamente e fazer curvas – para o público em geral este ano.

O próprio nome do software tem sido alvo de controversia, com reguladores e usuários dizendo que ele deturpa os recursos do sistema, pois o software ainda requer a atenção do motorista.

FABS

“Fabs”, abreviação em inglês de fábrica de produção de semicondutores, entrou para o léxico geral neste ano quando a falta de chips foi responsabilizada pela escassez global de tudo, de carros a equipamentos eletrônicos.

NET ZERO

Termo popularizado este ano graças às negociações climáticas da COP26, conferência da Organização das Nações Unidas, em Glasgow, Escócia. A expressão serve para dizer que um país, empresa ou produto não contribui para as emissões globais de gases de efeito estufa. Isso geralmente é alcançado pelo corte de emissões — como o uso de combustíveis fósseis — e equilibrando as emissões restantes com esforços para absorver carbono, como através do plantio de árvores.